Sem plano de expansão, Hyundai perde mercado no Brasil - Carros para Deficientes

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terça-feira, 21 de agosto de 2018

Sem plano de expansão, Hyundai perde mercado no Brasil

Imagine que você tenha um bom produto nas mãos e consiga vender tudo o que produziu. Porém, sua clientela é maior que sua capacidade de entrega. E o que você faz? Expande sua fabricação, não é mesmo? Bom, agora pense que você não pode ou não quer ampliar a cadência e ao mesmo veja sua participação no mercado cair, por conta disso, e agora?




Então, essa é a situação da Hyundai no Brasil. Na verdade, a HMB, localizada em Piracicaba-SP. Construída para fazer o compacto HB20 e sua família, exclusivos do mercado nacional, a marca sul-coreana dimensionou sua planta paulista para 150 mil unidades por ano. Pelas estimativas da montadora, o tamanho da fábrica daria conta do recado, mas não deu.Logo de cara, como sabemos, o HB20 vendeu “rios” e estimativas apontavam que se não fosse a limitação da rede e da planta, o compacto da Hyundai seria líder de vendas e a marca atropelaria alguns rivais pelo caminho. Mas, a empresa acreditou que três turnos e trabalho aos sábados dariam conta da demanda reprimida e até elevaram a capacidade para 180 mil por ano.
Graças à crise, a demanda deu uma aliviada e o Creta entrou bem na jogada, mas agora a Hyundai não tem um plano B para resolver a questão, de acordo com o site Automotive Business. Para a empresa, não há solução a curto prazo para se obter mais volume em Piracicaba. Mas, o problema é que a Hyundai está perdendo terreno com isso.
Mesmo com o HB20 como líder e o Creta entre os mais vendidos no segmento de utilitários esportivos, a participação da marca no mercado nacional caiu de 10% em 2016 para 8% nesse momento. Nas linhas de montagem, o hatch e derivados ocupam 70% do volume, enquanto o Creta fica com 30%.
Angel Martinez, diretor de vendas, marketing e pós-venda da Hyundai, diz que a empresa avalia sempre todas as opções viáveis para tirar mais da planta paulista, enquanto uma ampliação não começa. A montadora chegou a aumentar o volume de 34 para 36 carros por hora com ajustes internos na linha e com horas a mais no sábado, quando há somente um turno em operação.
Hoje com 212 lojas, a Hyundai consegue vender tudo o que produz, impulsionada pelo varejo, já que apenas 19% das vendas do HB20 são para pessoa jurídica e somente 6% no caso do Creta. Em realidade, não há como atender mais frotistas ou PJ nesse momento. No caso de PCD, Martinez diz:
“Houve um aumento de quase 90%: em 2017, chegamos a uma produção pouco abaixo das 10 mil unidades dedicado ao mercado de PCD e este ano estamos com 18 mil, não foi possível atender toda a demanda”. No entanto, a capacidade já está esgotada para atender esse perfil de cliente.
No caso das exportações, a Hyundai enviou menos de 3 mil carros para Paraguai, Uruguai e Bolívia no ano passado e não há como ampliar mais. E agora? A única solução viável é a ampliação da fábrica, mas a empresa diz estar avaliando a situação econômica do país para definir se vai em frente ou continua como está. Ou seja, é luta com uma das mãos amarradas.

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